Documento sem título

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Menu
Documento sem título
Estamos gravando a 4ª Temporada do Programa Chefs do Apetite. Empresas interessadas em apoiar culturalmente, ou em fazer parcerias, por favor, entrem em contato pelo Cel/Whatsapp (11) 9 9986-2438.
A lucratividade de um negócio de alimentação está no não desperdício, sobretudo, na compra bem feita, no comprometimento dos colaboradores, na produtividade alcançada em escalas de trabalho planejadas etc.
Evite tropeços na hora de buscar um serviço adequado de comunicação para o seu empreendimento

 

 
 Artigo Chefs do Apetite

Vale ressaltar que os vilões da crise não são os restaurantes

 

A inflação está de volta. A matéria-prima, a água, a luz etc. subiram. E a culpa disso tudo, para alguns veículos de comunicação, parece ser dos restaurantes, bares, padarias, botecos etc. Entre as “receitinhas baratas” de economia, dadas por repórteres “com cara de conteúdo”, praticamente um “alerta” para a população não se alimentar em restaurantes e substituir sua frequência em ambientes foodservice por refeições feitas em casa. Será que só os restaurantes tiveram de adequar seus preços à nova realidade do mercado?

02/12/2015
Texto: Wagner Sturion. Foto: www.freeimage.com/Crédito: Chiru
 
“Oh, Deus, salve o oratório!” O Brasil se contagiou de “oradores” sem vozes, alguns desajuizados e outros de “almas vendidas”. O que se vê são falácias desequilibradas, atitudes desordenadas e ações desencontradas, que em nenhum momento tem o povo como objetivo principal. Os acordos, os conchavos e os pactos políticos são sempre para benefício próprio ou do partido.   Os gritos em favor da “ordem e do progresso” parecem ter entrado em um corredor estreito, sufocado, sem eco e sem fim. Triste ler tanta notícia ruim e não ver uma solução em vista para o País (com “P” maiúsculo, porque lhe dou o devido respeito).  Temos sido alimentados com o que tem de pior no meio político e social: a corrupção.
 
Em meio a toda essa crise, tenho assistido, em alguns canais, “receitinhas triviais” e especulativas para sair dela: “pare de ir ao restaurante, leve marmita de casa!” “Coma pipoca em seu sofá, assistindo a programação da tevê aberta!” Etc. Etc. Etc. Ou seja, evite comer fora, deixe o lazer e o bem estar de lado, agora é hora de se sacrificar, de trabalhar mais e mais, pois o Brasil precisa de você! Concordo, o País necessita de nosso olhar dedicado e amoroso de cidadãos, neste momento, entretanto para discutirmos um caminho lógico, um rumo ético, um destino transparente. Economizar não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, entretanto é preciso que não só os deveres, mas os direitos também estejam garantidos e estabelecidos.    
 
Como jornalista especializado em gestão de gastronomia e no segmento de alimentação fora do lar (foodservice), assustam-me reportagens veiculadas, principalmente, na “grande mídia”, orientando o consumidor a deixar os restaurantes de lado, como se os ingredientes não tivessem subido também para as donas de casa nas prateleiras dos supermercados. Parece-me que certos editores desconhecem alguns detalhes quando incentivam, sim, em suas matérias, para que o cliente abandone a ideia de almoçar e/ou jantar em restaurantes: esses empreendimentos são responsáveis por grande parte da empregabilidade no Brasil. Afastar os consumidores, creditando aos bares, restaurantes, padarias etc. a vilania da crise é, no mínimo, inconsequência. É bom lembrar: existem, por trás de cada empreendimento, que encerra suas atividades por causa de baixo faturamento, pais, mães, arrimos de famílias que dependem, exclusivamente, desses trabalhos para sustentarem seus lares.
 
Não sabem também esses editores de matérias fáceis (que só ouvem um lado do balcão), que a luta de um proprietário para manter suas portas abertas é árdua. A tributação exagerada leva parte do lucro; alguns fiscais “mal intencionados” abusam das multas quando não conseguem receber propinas de empresários idôneos; o custo de manutenção de um negócio na área de alimentação é bem alto; os investimentos em treinamentos para higiene e segurança alimentar e para melhoria contínua dos serviços são consideráveis etc. Então, dar “receitinhas baratas” de economia, maquiando os desmandos dos verdadeiros algozes do povo é corrupção também. Tirar o direito da população de conhecer os reais problemas do Brasil é uma forma de corromper o saber, o conhecimento. 
 
O show gastronômico é interessante para alguns veículos de comunicação, os bastidores do mercado, não. A área gastronômica no Brasil precisa muito mais do que programas  focados em “reality shows”, receitas “gourmets” e em reportagens com “chefs pintosos”, que, quase sempre, sabem fazer mais marketing do que comida. O que contém a crise é a continuidade dos negócios, a geração de emprego, a livre concorrência etc.  Engraçado o glamour sempre atrair os meios de comunicação e a gestão, não. Lamento informar que o glamour precisa muito mais de uma boa gestão do que vice-versa. A gastronomia brasileira, com urgência, tem de passar a ser retratada como negócio promissor ao desenvolvimento econômico do País. 
 
Um cardápio se faz de receitas boas e criativas, determinadas por fichas técnicas de produção do prato. Seu preparo se dá em cozinhas bem instaladas, com equipamentos e utensílios adequados, obedecendo a normas técnicas rígidas de vigilância sanitária. Atrás das pias estão cozinheiros e/ou chefs, que se especializaram em escolas de gastronomia ou formaram-se, durante anos, na lida diária da cozinha. Profissionais que passam muitas horas no calor, pressionados pela fome dos clientes. Por gostarem da profissão, normalmente, são pessoas felizes, apesar dos salários nem sempre correspondentes ao sacrifício que empregam todos os dias.   
 
De seu laboratório culinário, o cozinheiro controla as saídas da cozinha, entregando os pratos delicadamente criados para os garçons, profissionais que tem como missão encantar os clientes à mesa, frequentadores esses nem sempre simpáticos ou dispostos a um sorriso, um agradecimento a quem lhes serviu o alimento. O universo de um restaurante, muitas vezes, também é composto de someliers, chefs de salão, gerentes, diretores etc. Há muita gente envolvida na composição de um prato. Principalmente, o empresário, aquele que torce para tudo dar certo, pois tem compromissos a saldar com seus colaboradores, parceiros e fornecedores. Portanto, qualquer “receita” que se dê, sobre esta área da economia, tem de apresentar ingredientes que se equilibram ao esforço de todos os profissionais que lutam e, agora, oram por um País melhor. 
 
Wagner Sturion é editor e apresentador do Programa Chefs do Apetite. Também é professor e consultor na área de foodservice. Cel.: (11) 9 9611-6097. wagnersturion@chefsdoapetite.com.br 

Documento sem título

 

 
Documento sem título

EM BREVE!

Livro Amor Compartilhado, Sabor Redobrado - Receitas para o bem comer, elaboradas pelo chef Daniel Sene

 

 

Receba nossa News com as últimas novidades do mercado, coloque seu e-mail abaixo:

 

 

Apoio Cultural

Caodaglio - Chefs do Apetite

Chefs do Apetire - Assessoria de Comunicação

Chefs do Apetite - Consultoria

Dídio Art & Design