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Estamos gravando a 4ª Temporada do Programa Chefs do Apetite. Empresas interessadas em apoiar culturalmente, ou em fazer parcerias, por favor, entrem em contato pelo Cel/Whatsapp (11) 9 9986-2438.
A lucratividade de um negócio de alimentação está no não desperdício, sobretudo, na compra bem feita, no comprometimento dos colaboradores, na produtividade alcançada em escalas de trabalho planejadas etc.
Evite tropeços na hora de buscar um serviço adequado de comunicação para o seu empreendimento

 

 
 Artigo Chefs do Apetite

Reconhecendo bons profissionais

 

Quem já não ouviu por brincadeira ou por ironia a seguinte frase: “ – Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Essa busca irresponsável pelo poder em diversos ambientes de trabalho continua a fazer proprietários perderem bons profissionais em um mercado carente de mão de obra especializada

10/02/2015
Texto: Wagner Sturion. Foto: www.freeimages.com

por Wagner Sturion
 
 
Ouvi recentemente de um empresário a seguinte frase: “ – Às vezes, acabo me descontrolando com os funcionários por causa das contas que não fecham. Não adianta eu ter pessoas motivadas e felizes, ganhando bem, se não há lucratividade em meu restaurante”.  Sabendo que as questões do lucro e também do salário não eram verdades absolutas, de lá para cá, passei a analisar o perfil do tal empreendedor – se é que alguém com esta linha de raciocínio consegue empreender algum negócio. Dizer que o controle está sobre as finanças? E desde quando a educação e o respeito com o próximo tem a ver com dívidas? Acreditar que a motivação e a alegria só podem existir se houver lucro? O que ele faria se a tal dificuldade realmente existisse e os colaboradores para piorar estivessem desmotivados e infelizes? 

Sim, o mar não está para peixe neste início de ano. Peixe de água doce, então, em São Paulo, está procurando moradia, incansavelmente, sem nada encontrar. Mas é público e notório que determinados empresários achatam os salários de seus colaboradores e vivem por todos os cantos dizendo que não têm lucro. Uma bela desculpa para os profissionais jamais pensarem em tocar no assunto aumento salarial, plano de saúde, participação nos resultados etc. Outra técnica utilizada por esses ditos empresários é fomentar a disputa pela discórdia: criam uma concorrência acirrada entre dois colaboradores para se deleitar da luta diária de ambos por um lugar ao sol. Eles têm a crença de que atitudes como essa estimulam a produção e a criatividade, por isso participam das “briguinhas”, constantemente, claro que sem entrar no ringue, apenas levando e trazendo informações a um e outro concorrente. Popularmente conhecidos como “fofoqueiros”, eis aí modelos de donos que participam ativamente da derrocada de seus restaurantes.  

Sempre digo em aulas e palestras que há dois tipos de gerenciamentos: o do poder e o da responsabilidade. E se estudarmos a história da civilização humana, com certeza, vamos encontrar muitos poderosos que se foram bem novos e mal viveram para desfrutar de suas riquezas. Muitos desses homens são lembrados apenas pela barbárie que cometeram. Ou seja, negativamente. Claro, seus nomes não merecem ser mencionados neste artigo. Entretanto, há um outro tipo de liderança, a da responsabilidade, que pensa tanto no sucesso do empreendimento quanto no desenvolvimento das pessoas que o fazem produzir. É um formato que não se utiliza do poder para aumentar a produtividade, mas da gestão do conhecimento para orientar o sucesso. Os grandes mestres e líderes espirituais são lembrados até hoje, de forma positiva, exatamente porque nos ofereceram a oportunidade de pensar e refletir sobre as coisas boas da vida.   

Um amigo empresário, mesmo diante das dificuldades de seu restaurante – vendido, posteriormente, a um grupo sólido do mercado foodservice – jamais jogou as suas frustrações em cima da equipe enquanto permaneceu com as portas abertas e com um déficit enorme em suas contas. Pelo contrário, sempre tentou reanimá-la para preservar a qualidade da culinária e o bom atendimento. A sua elegância com os colaboradores e clientes sempre ditou as regras da casa.  A sua paciência, perseverança e, sobretudo, inteligência emocional o fez realizar um bom negócio de venda, preservando o emprego de parte dos membros da equipe que quiseram ficar com o novo investidor. Ele pensou em seu bem estar, no emprego dos colaboradores e, claro, na continuidade da casa.  Venceu seu apego pessoal, vendeu bem no momento certo, carregou tudo o que aprendeu e seguiu o seu caminho, levando amigos na bagagem. Você, leitor, teria coragem de dizer que ele saiu dessa história como um derrotado? 

É claro que a motivação e a felicidade dos colaboradores não salvam a pátria de nenhum empresário. Contudo, ajudam na gestão positiva do negócio. “Gentileza gera gentileza”. Se o proprietário é bem quisto pelos colaboradores, certamente, eles farão de tudo para que o empreendimento vá para frente. Se não gostam do dono, apenas cruzam os braços. É sabido na prática e por meio de pesquisas que o lado emocional do colaborador influencia na contínua visita do cliente ao restaurante: mais simpatia, mais satisfação, mais fidelidade. Menos simpatia, mais reclamações, menos frequência.  

Vale lembrar que modos ultrapassados de gerenciamento, como os citados no início deste artigo, há tempos caíram por terra e há muito são reconhecidos pelos colaboradores como uma forma de desanimá-los e fazê-los procurarem outra vaga no mercado. Alguns deles não querem sair sem receber todos os direitos e acabam demonstrando a insatisfação até serem demitidos. Além do desgaste com a clientela, muitas vezes, gerado pelas falhas de quem já não quer ficar no empreendimento, há ainda a rotatividade de colaboradores em um mercado bastante carente de mão de obra especializada. A concorrência, certamente, agradece a cada bom profissional que sai do restaurante vizinho pela falta de tato de quem comanda a equipe. O respeito, a sensibilidade e o reconhecimento nunca estiveram tão em alta.
 
Wagner Sturion é editor do site e apresentador do Programa Chefs do Apetite. Consultor em Comunicação, Hospitalidade, Atendimento ao Cliente para estabelecimentos foodservice, também é palestrante e professor de Comunicação, Marketing, Empreendedorismo e Hospitalidade. Cel.: (11) 99611-6097 – wagnersturion@chefsdoapetite.com.br 

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EM BREVE!

Livro Amor Compartilhado, Sabor Redobrado - Receitas para o bem comer, elaboradas pelo chef Daniel Sene

 

 

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